quarta-feira, 24 de julho de 2013

Perdão você

Hoje aprendi a me perdoar. Não um perdão banal, mas um sentimento puro, verdadeiro. Parei para me ouvir e entender as razões de minhas decisões e de meus caminhos. Creio que consegui respeitar aquela garota que fui e que, por mais equivocada que estivesse, sempre teve as melhores intenções. Ela acreditava em si mesma e sonhava que eu ficaria bem com as lições e as lembranças que ela estava deixando pra mim. Não tenho clareza para avaliar em quais momentos eu estive errada, mas não tenho mágoas e sou muito feliz com tudo o que eu escolhi deixar pra mim. Sou capaz de amar e tenho tanto amor para o mundo que não veja que mal pode ter ficado em meio a um sentimento tão bom. Sinto-me equilibrada e em paz com o que sou de verdade, sem máscaras ou escudos. Hoje consigo olhar para trás e aceitar que os amores que deixei eram para ser deixados por alguma boa razão que, olhando daqui, não sou capaz de saber qual é; mas ela existe e não está sob meu controle. Da mesma maneira que amores tortos também tinham que ser, por mais que eu deseje não os ter tido. São parte de mim e preciso deles para ser quem sou agora. Assim como minhas lembranças e sensações passadas. É como disse Steve Jobs a respeito dos pontos que precisam existir para se chegar a um propósito maior. Acredito que meus pontos estão em tudo isso, nada foi gratuito, em vão ou perda de tempo. Principalmente porque nada acontece fora do tempo. A flor que demora a desabrochar não está errada, ela apenas tem o tempo dela; talvez seja justamente esse tempo peculiar que, um dia, faça dela a flor mais bela de todas.

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