Estações do ano bem definidas.
Não entendia ao certo do que se tratava, mesmo assim escrevia com convicção para
conseguir pontos nas avaliações de geografia. Mas, de todas essas definições, a
que menos despertava meu interesse e não explicava muita coisa era o outono.
Qual a graça de folhas secas que caem e sujam tudo?
Como há pouco mais de um ano esse
ciclo climático faz parte de minha vida, consigo ver que há muito mais do que
isso no outono. Não é apenas o aumento gradual do frio que vai inviabilizando a
permanência das folhas. Nem são quedas aleatórias que transformam as fibras
folhosas em adubo. Na verdade, é a metáfora mais bela das estações.
Para mim, é o entendimento da
natureza de que, em uma dada altura, é necessário se despir para enfrentar
climas adversos. É ter a convicção de que a força das nossas estruturas
continua capaz de fazer algo belo, ainda que apenas meses depois. Muito mais
belo, na verdade, já que o tempo (ah, o tempo), sempre nos faz maiores.
E a beleza cresce. O tronco ganha mais um anel, as raízes fincam mais profundamente. Surgem mais galhos e bifurcações capazes de exibir mais beleza. Enquanto há vida, é assim que se segue. São batalhas vencidas com flores.
E a beleza cresce. O tronco ganha mais um anel, as raízes fincam mais profundamente. Surgem mais galhos e bifurcações capazes de exibir mais beleza. Enquanto há vida, é assim que se segue. São batalhas vencidas com flores.