Alguns dias são tão perfeitos que fazemos de tudo para que eles
não terminem. E nem falo daqueles dias marcantes, como um nascimento ou um
primeiro encontro. Falo dos dias comuns em que tudo resolve dar certo. É
justamente nesses dias que saímos da rotina com uma leveza tão natural que
qualquer coisa que esteja por vir faz total sentido.
Nesses dias inspiradores os semáforos se abrem na hora exata
em que passamos, o cabelo resolve exagerar no capricho e os abraços vêm de quem
menos esperamos. Um amigo que você decidiu deixar de lado aparece e enche seu
mundo de confiança. Então de repente você está no meio de algo que tanto quis,
mas que não sabia ainda que tanto queria. Do nada uma conversa gostosa com um
desconhecido encanta, e o diálogo é tão sintonizado que vocês acabam se reconhecendo
como velhos amigos.
De repente, o rapaz dos correios finalmente aparece com as
encomendas que você nem se lembrava mais que fez, com direito a um lindo batom
de brinde; tão lindo que você pensa seriamente em usar batom no dia a dia,
contrariando uma secular preferência pela cor natural da boca.
Por que não congelar esse dia? Como fazer para guardar tal atmosfera mágica, cheia de encantos e predisposta a acertos? Simplesmente não dá, só é possível tirar proveito de cada instante. Esse dia passa, mas outros como este hão de vir, só precisamos de leveza e serenidade para aguardá-los. Enquanto eles não vêm - lembrando que eles só vêm espontaneamente, não adianta forçar - o ideal é saber aproveitar também os encantos dos dias menos mágicos, sem neuras. Meia-noite: hora de deixá-lo ir.
Por que não congelar esse dia? Como fazer para guardar tal atmosfera mágica, cheia de encantos e predisposta a acertos? Simplesmente não dá, só é possível tirar proveito de cada instante. Esse dia passa, mas outros como este hão de vir, só precisamos de leveza e serenidade para aguardá-los. Enquanto eles não vêm - lembrando que eles só vêm espontaneamente, não adianta forçar - o ideal é saber aproveitar também os encantos dos dias menos mágicos, sem neuras. Meia-noite: hora de deixá-lo ir.
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