Sim, naquele dia me senti a pessoa mais triste do mundo. Andei pelos aeroportos com uma dor imensa no peito. Por mais que eu tenha tido todo o cuidado em sentir sua pele a todo instante, ter feito o máximo para guardar comigo cada pedaço seu, cada expressão, cada olhar e cada beijo, naquele instante nada disso foi suficiente para cessar a tristeza. Você não estava ali ao meu lado, segurando minha mão, falando baixinho. Foi tão difícil aceitar isso. Ainda é. Por mais que nosso contato diário aqueça imensamente meu coração e me cause risos bobos, nada se compara a seus abraços.
Até então, minha melhor saída tem sido relembrar, tentado reviver; entrar sempre em contato, tentando sentir sua presença; e escrever, como forma de eternizar tantas sensações presentes e pretéritas, ainda que, estas, imperfeitas. Pois não há lembrança que se compare ao presente que tivemos juntos. Então sigo, ansiosa, pensando no nosso próximo encontro, o lugar no tempo que nos pertencerá em breve.
Meu consolo é que, em um outro futuro não muito distante, teremos dias sem fim, daqueles sem contagens regressivas. Que nos dão o luxo de gastar horas com amenidades. Dias que, de tanto juntos, não fará mal deixar que outras pessoas e fatos fiquem com um pouco da nossa atenção. Então teremos outras ocupações, preocupações, metas e planos. Mas, enfim, plenos. Acho que é isso que importa.
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