Parece TPM, mas talvez seja um monstro que eu alimento. Um monstro que sempre confia na vitória da insegurança, que escancara a porta da frente para entrar triunfante, rindo-se da minha fraqueza reincidente.
Ele sabe que sua presença me oprime, me faz chorar, me paraliza e angustia. Basta ele chegar que eu perco o sorriso e a canção da minha vida ganha tons mais graves. Não me lembro desde quando eu desisti de lutar contra ele; isso se eu realmente já lutei algum dia. Recordo-me das tantas vezes nas quais eu deitei em lágrimas e sentei em mármore, devido ao peso dele sobre minhas costas. Lembro-me apenas de uma existência questionada e de uma ausência inquestionável. Lembro da angústia de estar perdida e de me encontrar caída nas linhas de uma folha de caderno, que, infelizmente, nunca foi a cura.
É uma dor que não entendo, muito menos explico. Mas dói. É um peito cheio de vazio. É menosprezar a vida pensado se a morte traria a força pra fazer parar a dor. Mesmo sabendo que o tempo é o fiel aliado da vida. Porque o eterno pode durar um segundo; mas tem vezes que um segundo é o bastante para nos jogar no chão.
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